China recupera a atenção dos mercados retalhistas

  • China, Kuwait, Índia, Arábia Saudita, Brasil, Chile, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Peru e Rússia ocupam o “top ten” dos mercados mais atractivos para a internacionalização das cadeias retalhistas
  • Esta é a mescla mais diversificada, entre grandes e pequenos mercados, desde os últimos nove anos nos quais o estudo foi realizado
  • Expansão para mercados emergentes é uma necessidade - Médio Oriente e Norte de África oferecem as melhores oportunidades ao mercado retalhista, e América Latina coloca quatro países entre os primeiros do ranking
  • Portugal ainda apresenta potencial de crescimento na distribuição organizada. Existe oportunidade de expansão de conceitos nacionais para mercados emergentes através de aquisição, parceria ou franchising

O sector retalhista está cada vez mais orientado para a expansão internacional, conclui o nono Global Retail Development IndexTM  (GRDI), um estudo da A.T. Kearney sobre o desenvolvimento do sector de distribuição a retalho, com o objectivo de ajudar as empresas a definir prioridades para as suas estratégias de expansão internacional.

Enquanto muitos retalhistas continuam a centrar-se em grandes mercados emergentes como o Brasil, Índia e China, o GRDI deste ano encontrou numerosas iniciativas em países mais pequenos, como o Kuwait, Emirados Árabes Unidos ou o Uruguai – que representam oportunidades cada vez mais atractivas. Alguns destes países oferecem aos retalhistas grandes oportunidades para se introduzir em novas regiões (Macedónia, Guatemala), servindo como “mercados de prova” devido às semelhanças com outros países da região (Uruguai), e beneficiando da existência de povoações fortemente urbanizadas e com elevado poder de aquisição (Kuwait).

Os dez primeiros países do ranking GRDI de 2010 são uma mescla diversificada de grandes e pequenos mercados, e a mais variada desde os últimos nove anos nos quais o estudo foi realizado: China, Kuwait, Índia, Arábia Saudita, Brasil, Chile, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Peru e Rússia.

Portugal: potencial de crescimento e internacionalização

A decisão de abordar uma aventura internacional é, em geral, uma combinação de três factores; o primeiro está relacionado com as características próprias do mercado local no qual se está a competir, o seguinte factor está condicionado pelo atractivo observado nos mercados exteriores – factor que é endereçado pelo nosso índice GRDI – e o último factor está intrinsecamente relacionado com a situação de cada empresa em particular.

Quando comparado com outros mercado europeus, Portugal ainda apresenta potencial de crescimento na distribuição organizada (ex. no retalho alimentar, a quota de mercado dos Top5 retalhistas a operar em Portugal não vai além dos 66 por cento, quando comparado com valores da ordem dos 80 por cento em alguns países do Norte da Europa).

No entanto, os principais players nacionais, condicionados por um crescimento interno limitado, em muito devido a restrições legais associadas ao licenciamento de lojas, começaram já há algum tempo a adoptar estratégias de expansão internacional que ultimamente se têm intensificado.

Neste sentido não é de surpreender que mercados retalhistas de países emergentes, alguns dos quais com afinidades com Portugal, como o Brasil, e outros como a Turquia, países do Médio Oriente, do Norte de África e da Europa de Leste, estejam já no topo das atenções de players portugueses – através de oportunidades de aquisição, parceria ou franchising, concretizadas ou por concretizar, com o objectivo de exportar o forte know-how existente neste sector em Portugal.

Por outro lado, e pelas mesmas características do mercado Português, também é expectável que se registe um crescimento da competitividade do mercado através da entrada de players externos, inclusive de mercados emergentes, que utilizem Portugal como plataforma de entrada para a Europa. 

 

Clique aqui para descarregar o estudo (em inglês).

Clique aqui para descarregar comunicado de imprensa (em português)